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Queda na produção de mel e desvalorização de preço no RS

Foi estimado pela Fargs (Federação Apícola de RS) que houve uma quebra de 60% na safra deste outono. Anselmo Kuhn, presidente da Fargs, informou os casos de morte de abelhas e o clima tem afetado a produção das colméias. Ele acredita que o volume da produção do ano passado não será repetida em 2019 pelos apicultores, o qual havia sido estimado em mais de 8 mil toneladas contando a produção na primavera e outono.

Segundo Anselmo Kuhn, os dias nublados e instáveis da estação neste ano foi um dos principais fatores para a queda na produção de mel no Rio Grande do Sul. Ele disse que por mais que em algumas regiões tivesse um clima melhor, o tempo bom não durou muitos dias. Entretanto, para o presidente da Fargs, os agrotóxicos são muito preocupantes no campo. Pois, as regiões têm um alto índice de morte das abelhas, o que está enfraquecendo muitas colméias, sendo que a causa disso está associada as aplicações de inseticidas e dessecante em lavouras.

Kuhn, ainda relata que as altas taxas de morte das abelhas estão nas regiões de Panambi, Santiago, Cruz Alta, São Gabriel, Bagé e algumas outras. Além dos casos frequentes em Vacaria, Santa Cruz do Sul e Cambará.

Ele ainda ressaltou que mesmo com a menor produção e safra diminuída, os valores do produto não foram valorizados. No Brasil o preço do quilo de mel ainda está por volta de R$ 20,00.  O produto que é direcionado à exportação está em R$ 6,00 o que antes era R$ 12,00 em 2018. Kuhn disse que o mercado exterior está retraído, pois os principais compradores não mostraram tanto interesse, Estados Unidos e Europa.

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