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Ônibus sem cobradores: mobilização nos terminais rodoviários de Porto Alegre

Na próxima quarta-feira, 29 de maio, o STETPOA, Sindicato dos Rodoviários de Porto Alegre planeja realizar uma mobilização contra o projeto para que o não seja obrigatório a contratação de cobradores no transporte coletivo. O intuito é de informar aos usuários do meio de transporte que não terão mais cobradores no sistema de transporte na capital.

Há uma reunião marcada para esta terça-feira, 28, para definir a ação. Foi informado que a mobilização não deve afetar a circulação de ônibus. Mas, se houver dificuldade em se estabelecer uma conversa com a prefeitura da cidade, eles não descartam a possibilidade de realizar uma paralisação, operação-tartaruga ou até mesmo a greve geral.

Foi encaminhado para Câmara dos Vereadores um projeto, no ano de 2017, que visa o fim da obrigatoriedade dos cobrados nos transportes coletivos na capital Porto Alegre.

No início, a ação começaria retirando os cobradores que fazem o horário das 22:00 horas às 4:00 horas nos dias úteis, além de feriados, domingos e nos dias em que a passagem é livre.

Cobradores que desejam ser demitidos e pediram por isso, tiveram o pedido atendido, mas foram demitidos por justa causa. Os cobradores aposentados ou suspensos do contrato de trabalho, já não precisam ser substituídos. Desse modo, a cobrança das passagens passa a ser realizada pelo motorista ou através do cartão TRI que ainda não está claro para entendimento público.

Os motoristas dizem que não são a favor da mudança, pois em dias de pico fica muito difícil de realizar a cobrança de passagens, ao mesmo tempo em que dirige, olha se os passageiros conseguiram descer do ônibus, verificam se podem fechar ou abrir as portas e outros detalhes que podem interferir na segurança do passageiro e na qualidade do transporte.

Haverá mais pessoas desempregadas e em busca de oportunidades no mercado, mas para alguns a situação pode ser pior, pois há quem já trabalhava mais de 20 anos na profissão e não sabe o que será feito se a mesma acabar na cidade.

Segundo os rodoviários, “pode haver demissões depois da aprovação da lei, pois os números seriam ainda menores do que os atuais. Diante da ameaça de ter a profissão perdida, muitos sofrem com a incerteza de seu futuro”.

No entanto, a Câmara informou que não há previsão para votação desse projeto, mas existe a possibilidade de acontecer ainda este ano, de acordo com a assessoria REDE do Vereador Mauro Pinheiro.

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