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Operação Egypto: Instituição ilegal de criptomoedas tem carros de luxo e pedras preciosas apreendidos

Site: www.gauchazh.clicrbs.com.br Foto de Fernando Gomes

A empresa que tem sua sede na cidade de Novo Hamburgo teve foi investigada por atuar ilegalmente. A Receita e Polícia Federal realizaram uma operação para investigar a atuação da instituição que não possuía consentimento do Banco Central para atuar, a qual estava funcionando desde o  mês de fevereiro de 2018 captava clientes ao redor do país, somados em mais de 50 mil.

A ação contou com a ajuda da Polícia Civil, onde foram executados os 10 mandatos em prisão preventiva, além dos 25 para busca e apreensão nas cidades de Porto Alegre, Nova Friburgo, Esteio, Campo Bom, Instância Velha, Florianópolis (SC), Capital Paulista (SP) e Laguna (SC).

Foi realizado o bloqueio judicial dos ativos financeiros de pessoas jurídicas e físicas, de diversos imóveis, apreensão de veículos caríssimos de luxo que totalizavam 36, além de um montante razoável de dinheiro. Participavam da instituição 5 sócios, sendo 3 homens e 2 mulheres (2 casais), os quais foram detidos no mesmo momento, a esposa do homem, a que não tinha participação direta também fora presa como cúmplice dos esquemas ilegais. Foram investigadas 18 pessoas envolvidas, 13 sendo pessoas físicas e cinco pessoas jurídicas.

O delegado e superintendente da PF do RS, Alexandre Isbarrola, disse que a principal ilegalidade estava na captação dos recursos dos investidores sem possuir a autorização legal. “Isso é crime”, disse ele.

Eduardo Dalmolin Boliis, delegado da unidade de Delegacia para Repressão a Corrupção e Crimes Financeiros, frisa que o investimento das criptomoedas não é ilegal, mas o problema é a atuação sem o direito legal. Em janeiro de 2018 começaram as investigações, as quais constataram as pessoas que investiam no segmento era conquistado diante da promessa de receber 15% nos primeiros 30 dias de investimento, algo considerado acima da média de rentabilidade em mercado legal. 

Heverton Luiz Caberlon, auditor fiscal Receita Federal, informou que até o começo desse ano fora captados cerca de R$ 800 milhões nas contas dessa instituição que foram feitas em três bancos nacionais. Segundo Heverton, atualmente o valor pode chegar até R$ 1 bilhão sendo repassado por vítimas de mais de 3.000 agências em 823 cidades do país.

No estado do Rio Grande do Sul, foram captados valores em mais de 280 municípios, sendo depositados R$ 120 milhões na cidade de Caxias do Sul, com R$ 70 milhões na cidade Porto Alegre, mais cerca de RS 60 milhões no município de Novo Hamburgo. O auditor diz que 80% das pessoas que investiram, aportaram valores aproximados a R$ 20 mil, com os R$ 271.000.000,00 corresponde a mais de 32% desse montante de R$ 850.000.000,00. “Não estava claro na fiscalização que tivesse aquisição das criptomoedas”, afirmou, que essa empresa não possui capital para o resgate dos investidores. “O que havia era apenas uma promessa”.

Com a investigação foi apurado que os valores pagos nos investimentos eram direcionados a aplicações escondidas, ao invés das criptomoedas. O dinheiro que as pessoas investiram, era sacado de forma direta por todos os sócios da instituição clandestina. Eles conseguiam uma enorme elevação de patrimônios, inclusive, um deles saiu de R$ 100.000,00 para R$ 30.000.000,00 num período inferior a um ano. Um valor surreal.

Fora descoberto que parte do dinheiro era destinado a compras de carros luxuosos e imóveis, além de pedras preciosas. Havia sócio que comprou apartamento de de R$ 6.000.000,00 em SC, outro que investiu numa mansão com R$ 4 milhões, além dos 12 automóveis avaliados de R$ 100 mil a R$ 500 mil. Houve gastos referentes a R$ 600 mil e mais R$ 1 milhão com pedras preciosas (esmeralda), além de quase 1 milhão de reais numa loja de artigos de grife em São Paulo.

Os crimes foram classificados como operação de instituição ilegal financeira, gestão de fraude, lavagem de dinheiro, organização criminosa e apropriação indébita de finanças. O nome da operação (operção Egypto) deve ao fato de ser uma “pirâmide criminosa” e o termo Egypto tem referências em Cripto.

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