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Preso por estuprar mulher em carro e filmar o crime, presta depoimento: “Pelas condições ela mereceu”

Divulgação

O crime aconteceu na madrugada do dia 27 de maio, segunda-feira, na Av. Baltazar de Oliveira Garcia, onde um homem de 47 anos estuprou uma mulher no carro e filmou a cena em Porto Alegre.

José Carlos Silva se entregou na manhã deste domingo, 2 de junho, na Deam (Delegacia Especializada em Atendimento da Mulher). Ao depor sobre o crime, ele confessou ter feito gravações enquanto estuprava a mulher que estava desacordada. Segundo a delegada do caso, Tatiana Bastos, o acusado não demonstrou sinais de arrependimento, além de dizer que “desconhece a classificação do ato como um crime”.

 A delegada contou que José disse em seu depoimento que “a mulher, merecia o que aconteceu, devido às condições que se encontrava”, ele em momento algum demonstrou que poderia estar arrependido pelo ato, mas que tem “consciência de que não deveria ter divulgado a filmagem”.

José Carlos deve responder pelo crime de estupro de vulnerável, pela divulgação e por furto qualificado, já que na gravação era possível ouvir e ver outra mexendo em objetos no veículo. Segundo o entendimento da delegada, o homem aproveitou da mulher pela mesma estar “desacordada, sem consciência e incapaz de resistir a quaisquer agressões”.

Foram averiguados áudios do autor do crime em aplicativo de comunicação (WhatsApp) nos quais dizia: “Se não fosse em uma avenida, teria feito até conjunção carnal (penetrar)”. Em outra parte da gravação, aparece José Carlos ejaculando em cima da mulher, o que ele nega ter feito. No entanto, foram coletadas amostras de material genético dele no carro onde aconteceu o crime, os quais podem comprovar que é verídico.

Ao se entregar a polícia, ele estava acompanhado por um advogado, a apresentação de José Carlos foi negociada para que acontecesse em um dia sem muito movimento na cidade e Palácio de Polícia. De acordo com Tatiana Barros, a negociação foi realizada por indícios de linchamento, principal motivo para que o autor do crime fugisse de casa após ter feito o ato.

Há investigações sobre o envolvimento de traficantes que poderiam ter oferecido recompensas para quem capturasse José Carlos, pois até mesmo os responsáveis pelo local em que o mesmo trabalhava, foram ameaçados.

O preso já possui passagens na polícia por furto qualificado, tráfico de drogas, lesão corporal no trânsito, entre outros. José Carlos da Silva foi levado ao sistema prisional. O prazo para conclusão do inquérito é de até 10 dias.

O advogado de José, Renato Almeida, afirmou que o cliente reconhece sua autoria nos rimes e que foram esclarecidos todos os fatos, prestada as informações e que agora é só aguardar a conclusão do inquérito e condenação pela justiça.

De acordo com a investigação da polícia, um casal parou para comprar cervejas em um posto de gasolina na madrugada do dia 27, por volta das 4 horas da manhã. No entanto, eles já estavam completamente alcoolizados e se deslocaram até a avenida onde o crime aconteceu, a qual ficava há 8 minutos do posto.

José Carlos disse que teria saído de uma festa e estava de carona com um conhecido no momento que avistou o carro atravessado na avenida. Resolveu se aproximar e viu que a mulher estava nua.

Após ter cometido o crime, ele mesmo ligou para Brigada Militar e aguardou que a guarnição chegasse ao local. José informou seu nome e falou que encontrou as vítimas por acaso e que o homem a qual deu carona estava saindo de uma festa, na qual ele teria o conhecido, mas no depoimento a policia ele deu informações muito vagas sobre o rapaz.

A mulher de 37 anos foi quem denunciou o estupro em um boletim de ocorrência que registrou no dia seguinte, ao ver o vídeo que mostrava que José havia abusado dela sexualmente.

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