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Declaração divergente entre Bolsonaro e ministro sobre a Privatização dos Correios

Créditos: Adriano Machado/Reuters

Na manhã de hoje, 06, o atual presidente do Brasil, Jair Bolsonaro e o ministro da Ciência e da Tecnologia, Marcos Pontes, apresentaram divergências em suas declarações públicas a respeito da privatização dos Correios.

Os comentários contrários ocorreram em intervalo de 30min, em lugares e eventos distintos. Marcos Pontes, que estava presente em audiência da Câmara, mencionou que não existe “nenhum procedimento de desestatização ou privatização da empresa pública”. Esse argumento foi declarado entre às 10h20 da manhã.

O que acontece é que, Bolsonaro, alguns minutos depois, em outra instância, no estado de São Paulo, revelou que, de fato, iriam privatizar os Correios.

O presidente está participando de um congresso da Fenabrave. Sua declaração ocorreu em meio à apresentação, ao visualizar o deputado estadual Gil Diniz do PSP-SP, na plateia. O ministro da Ciência e Tecnologia, por conseguinte, teve o convite da Câmara para esclarecer sobre o fato tão comentado durante a campanha do presidente, em relação à privatização dos Correios.

O ministro reiterou que, o que ele quis dizer é que não há processos de tal natureza disponíveis. Ele afirmou que não há procedimentos de privatização ou desestatização, como qualquer outra situação do gênero para gerar preocupação à sociedade, neste momento.

Parlamentar questiona divergência de declarações

Em um momento determinado da audiência, Marcos Pontes foi questionado pelo parlamentar Ivan Valente em relação à declaração contraditória do ministro e do presidente.

O deputado quis entender qual seria a real determinação que o empreendimento terá. O ministro respondeu que não sabia o que o presidente havia dito, mas que ele, Marcos Pontes, estava fazendo a transmissão da informação do próprio Bolsonaro, mencionada no dia anterior.

A declaração do ministro é a de que não existem processos de privatização, mas ainda respondeu em relação à defesa de que todos aqueles que estão envolvidos no funcionarismo dos Correios, bem como o governo, atuem na participação de discussões, se surgirem planos com esse intuito.

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