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Jair Bolsonaro propõe que o exército brasileiro participe em obras de infraestrutura

Foto: Alan Santos/PR

Incluir a participação do Exército em obras poderá gerar diversos benefícios, um exemplo seria para duplicação da BR 116 no RS (Rio Grande do Sul), pois o número de militares direcionados para essa área seria maior.

Na última quinta-feira, 23, o presidente participou de uma reunião no Palácio do Planalto, a qual anunciou sua solicitação de ampliação da participação dos militares em obras de infraestrutura, para o Ministério da Defesa. O chefe do Executivo informou que existe a possibilidade, pois o número anual de cadetes que seguem para área de engenharia aumentou consideravelmente, uma vez que em 2018 esse número era de 30 e atualmente é de 40.

Durante esse encontro, o presidente também mencionou o tema turismo. O presidente disse às criticas que foram feitas por ele terminar com a política que exigia vistos para cidadãos americanos entrarem no país, não o abalou, pois o resultado da ação teve a melhora de 200% na vinda dos norte-americanos para o país.

O presidente informou que deseja realizar modificações nas restrições sobre as reservas ecológicas, como exemplo, em Angra dos Reis, local que julga ter potencial maior que Cancún, no México, o que poderia fornecer ótimos resultados para o Brasil. Bolsonaro disse que até mesmo o turismo de mergulho que é interessante para alguns locais, no entanto, existem limitações que precisam ser reconsideradas, como exemplo, Reserva de Tamoios, que impede o desenvolvimento de Agra dos Reis.

Além disso, o presidente mencionou a privatização de empresas, informando que liberou o estudo da privatização dos Correios. Ele disse que tinha idéias estatais antigamente, no entanto, mudou sua visão ao conversar com o atual ministro da economia, pois o mesmo destacou as vantagens da privatização. Mas, Bolsonaro garante que há duas empresas das quais não abrirá mão como estatal, o Banco do Brasil e a Caixa Federal.

Segundo o presidente, seu maior objetivo é a aceleração das privatizações, principalmente, a do refino do petróleo. No segmento de privatização, Onyx Lorenzoni, ministro, revelou que a infreaestrutura obteve mais de R$ 6 bilhões e a verba dos outorgas ajudaram a chegar por cerca dos R$ 9 bilhões.

Bolsonaro ainda abordou no encontro o seu propósito como presidente. “Eu sou um homem cristão e devo tudo a Deus, ainda acredito que ele me colocou em missão”, disse. Ao falar sobre a necessidade de obter sucesso em sua função, ele alertou sobre alguns países que podem voltar ao Peronismo, como exemplo, a Argentina.

Segundo o chefe do Executivo, se o nosso país voltar para os governos anteriores ao de Michael Temer, a única oportunidade de democracia será perdida. Ao falar sobre sua missão, o presidente disse: “Eu poderia, talvez, ser reeleito ou estar aposentado, se eu quisesse tranquilidade, não estaria nesse cargo”. Ele ainda mencionou que apesar dos “sapos que vem engolindo” ao assumir esse cargo, se sente feliz.

Em seu encontro com os jornalistas, Jair Bolsanaro ainda mencionou a responsabilidade em relação à classe política nos destinos do país. Ele lembrou que foi criticado pelos parlamentares, devido suas declarações neste sentido, no entanto, fez a reafirmação de que considera que os políticos devem assumir a total responsabilidade pela situação do Brasil.

“Incluindo a mim, que não estou fora disso”, disse o presidente, ao explicar que o destino da população está na mão de todos os políticos há mais de 28 anos, com o fim do governo de Figueiredo, o qual o presidente já cumpria seus mandatos. Lembrando seu cargo atual, ele finalizou: “Apenas um espirro pode resultar em problemas”.

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